A ingestão de água é tão importante que a pessoa pode ter problemas em dois extremos - quando falta e quando há excesso no organismo. No atleta, a falta de água pode resultar em cãibras e na mulher que está amamentando, na produção insuficiente de leite. Sem água, a pressão do sangue cai e a pessoa pode desmaiar. Desidratada, não há água para fazer as reações químicas do corpo, e a pessoa pode até morrer.
O excesso de água no organismo normalmente é eliminado através da urina, mas pode ser um problema se o excesso for uma constante. A nutricionista Maria Cristina Corrêa, professora da Unifil, ressalta que isso ''depende muito de cada pessoa'', mas que se houver uma predisposição para doenças cardíacas, por exemplo, o excesso de água pode resultar em edema (retenção líquida), que pode chegar até a um edema no pulmão.
A eliminação excessiva de água pela urina, mesmo que bem diluída, também implica na eliminação de sódio, elemento importante para reações químicas no organismo e manutenção da pressão.
Segundo a pesquisa americana e espanhola, foram confirmados benefícios da água, como o fortalecimento da pele, unhas e cabelos, e a eliminação de toxinas do organismo. Porém, se há mais líquido que o corpo necessita, os rins trabalham mais e levam mais tempo para filtrar. Para chegar à conclusão que o excesso de água é ruim, os cientistas usaram dados da maratona de Boston de 2002 em que 65% dos que completaram a prova à beira de um desmaio tinham baixo nível de sódio por ter bebido muita água.
A água ainda pode ser usada de forma negativa - na substituição da comida por pessoas que querem emagrecer. ''Isso é um problema porque a pessoa não vai aprender a se alimentar direito e se continuar nesse processo pode chegar a uma anorexia nervosa, que é um problema sério'', aponta a nutricionista. (C.P.)

mockup