Não só a dor é indicativa para procurar um osteopata. A falta de simetria no corpo também é sinal para tratamento. A medida, segundo o fisioterapeuta Marcelo Sahyun, especialista em osteopatia, pode evitar disfunções e dores.
  A percepção da falta de simetria, aponta o fisioterapeuta, pode ser feita pelo próprio paciente com um exame simples - nu, em frente ao espelho. É possível buscar, por exemplo, por um desnível da linha mamilar, ou uma perna que parece mais longa que a outra. Ou ainda por desnível do ombro e do quadril, e os pés ‘‘caídos’’ para um dos lados. Um exemplo típico é o de se posicionar para tirar uma foto 3X4 e ter que ser ‘‘arrumado’’ pelo fotógrafo. ‘‘Isso já pode estar mostrando uma disfunção cervical’’.
  Mesmo a posição do umbigo, que tem que estar centralizado, pode indicar que o paciente está suscetível a uma lesão. Uma maneira de perceber é dar uma risada contraindo o abdome e ver se o umbigo ‘‘cai’’ mais para a esquerda ou para a direita. ‘‘Os dois lados têm que ser iguais, e tudo isso é perceptível. Por isso o melhor é não esperar para ter dor’’, ressalta Sahyun.
  É claro que existem os casos de realmente uma perna ser maior que a outra, por exemplo. Mas, uma exame com o osteopata, segundo Sahyun, vai verificar se isso não é resultado de uma pequena torção. ‘‘Em alguns casos, o uso de calço para equilibrar a altura, vai, na verdade, aumentar a lesão e levar a uma escoliose ou artrose, enquanto mais fácil seria reequilibrar a função’’, alerta.
  Depois do trabalho da osteopatia de reequilibrar o corpo para que ele mesmo se reorganize sozinho, vem outra necessidade - a do trabalho postural. O fisioterapeuta explica que como existe a memória muscular, que tende a trazer de volta a musculatura adaptada para a posição errada, é preciso um trabalho de correção muscular. ‘‘E aí existem várias técnicas, como RPG e isoestreching’’, afirma. (C.P.)

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