Londrina – As obras de duplicação do trecho urbano da rodovia PR-445, entre Londrina e Cambé, estão em ritmo lento desde o início de janeiro. O motivo principal da desaceleração é o atraso de repasses por parte da governo do Estado à construtora Sanches Tripoloni, com sede administrativa em Maringá, responsável pelos lotes 1 e 2.
De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PR), a empresa trabalhou com mais de 130 operários até dezembro. Hoje o número não passa de 60. A construtora diminuiu também a quantidade de máquinas em operação. A Sanches Tripoloni é responsável pelas obras dos trechos que vão desde o viaduto do Conjunto Jamile Dequech, na zona sul, até a Universidade Estadual de Londrina (UEL), na região oeste.
"Depois do Carnaval o ritmo da obra vai voltar ao normal e até o final de março o número de trabalhadores vai chegar aos 180", garantiu José Ferreira Heidegger, superintende Regional Norte do DER-PR. Heidegger confirmou que a empresa tem pelo menos três parcelas em atraso para receber do governo estadual e que já há uma programação para que os pagamentos sejam efetuados.
A duplicação dos 17 quilômetros da rodovia vai custar R$ 95 milhões aos cofres estaduais. Os repasses do Estado à construtora ficaram inviabilizados em virtude da falta de recursos provenientes do Proinveste. No entanto, o Paraná conseguiu em fevereiro a liberação do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) após liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). A reportagem entrou em contato com a Sanches Tripoloni, mas a construtora informou que não iria se pronunciar.
O DER garantiu que no lote 3, entre a UEL e o viaduto da BR-369, em Cambé, não houve desaceleração no ritmo das obras. O trecho é responsabilidade da construtora Triunfo, que mantém atualmente 250 homens trabalhando no local. Neste lote estão a maioria das interseções e por isso o número de operário é maior. "Apesar do ritmo mais lento nos dois primeiros lotes, a obra não vai sofrer atraso e o cronograma para entrega total da duplicação continua sendo o mês de outubro", garantiu Heidegger.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, mas não recebeu retorno.

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