Londrina – Três obras que dependem de repasses do governo estadual estão com o cronograma indefinido em Londrina. A duplicação da PR-445, no trecho entre o Conjunto Jamile Dequech (zona sul) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que tem cerca de dez quilômetros, parou nesta semana. Dos mais de 400 trabalhadores que deram início às obras, restaram apenas dez até a manhã de ontem.
A informação foi repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada do Estado (Sintrapav). De acordo com o diretor regional do sindicato, Luiz Alves de Oliveira, a empresa Sanches Tripoloni, responsável pela obra, demitiu trabalhadores mês a mês. "Os funcionários foram dispensados conforme os pagamentos deixaram de ser feitos. No decorrer de toda a obra teve demissões. Alguns foram transferidos para construções que estão sendo feitas em São Paulo e no Mato Grosso", comentou.
Segundo Oliveira, a empresa não possui dívidas com os trabalhadores. Todos os que foram dispensados já receberam o pagamento das rescisões. Na PR-445 restaram apenas dez funcionários que passaram a vigiar as máquinas para evitar mais prejuízos à empresa. As obras seriam concluídas em outubro do ano passado. "O prejuízo foi para os trabalhadores que começaram o ano desempregados e também para os moradores que vão continuar convivendo com esse atraso", lembrou Oliveira.
Os responsáveis pela empresa Sanches Tripoloni não foram localizados. Uma funcionária da empresa disse apenas que os funcionários permanecem em férias coletivas até 20 de janeiro. A assessoria da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística informou que o governo aguarda R$ 110 milhões do governo federal para repassar à empresa.

OURO VERDE
A reconstrução do Teatro Ouro Verde segue com recursos da construtora. A Regional Planejamento e Construções Civis mantém 16 funcionários no local, onde antes trabalhavam 76. "O cronograma foi alterado, reduzimos a velocidade da execução para adaptar a continuidade com recursos próprios e tivemos problemas com as empreiteiras contratadas", explicou o proprietário da construtora José Pedro da Rocha Neto. A previsão era entregar a estrutura refeita em julho deste ano, mas, até agora, 70% da infraestrutura foi concluída. "Faltam o restante da infraestrutura e as outras fases de acabamento e revestimento interno", afirmou. "Dos R$ 12 milhões, 27% chegou a ser faturado, mas não recebemos nem isso", completou Rocha Neto.

CLÍNICA ODONTOLÓGICA
O imóvel da Clínica Odontológica da UEL, que começou a ser construído em 2007, teve o projeto original alterado para receber recursos estaduais. Segundo o professor e diretor da clínica, José Roberto Pinto, a verba de R$ 8,5 milhões seria liberada após um acordo entre as secretarias de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Saúde (Sesa). "Estamos na expectativa. A licitação foi feita, o empenho foi assinado no dia 22 de dezembro e a construtora está pronta. Atendemos hoje 150 mil pessoas por ano e poderíamos dobrar a capacidade", destacou. A obra no campus contempla apenas um dos três blocos do projeto original da clínica.

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