Falta de recursos compromete rede básica
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domingo, 01 de outubro de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
A reestruturação da rede básica de saúde é vista como necessária para reduzir a demanda por atendimentos nos hospitais públicos e filantrópicos do País. No entanto, a reorganização das unidades básicas esbarra na falta de recursos dos municípios. Em Londrina, por exemplo, faltam 227 médicos.
A informação foi repassada pelo secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. Segundo ele, o orçamento de 2018 vai permitir as contratações. "Hoje faltam também 493 auxiliares de enfermagem e mais de 60 enfermeiros. Mas, mesmo com a reestruturação, as ações terão efeito a médio e longo prazo", aponta.
Machado destaca que é necessário buscar "um meio termo para não inviabilizar a assistência hospitalar na cidade". Desde o início da nova gestão, a prefeitura tenta negociar o aumento no repasse do SUS, que hoje é de R$ 12,7 milhões. Porém, a falta de recursos federais dificulta a revisão no valor. A partir de outubro, Londrina receberá mais R$ 6,6 milhões por ano somente para o pagamento de procedimentos oncológicos realizados pelo SUS.
O secretário lembra que a cidade é referência em atendimentos de saúde para uma região estimada em mais de 2 milhões de habitantes. Além da verba do SUS, ele afirma que a prefeitura repassa por mês, aproximadamente, R$ 1 milhão em recursos próprios para a Santa Casa, Hospital Evangélico e Hospital do Câncer.(V.C.)


