Rio Claro, SP, 28 (AE) - Os crimes atribuídos ao andarilho Laerte Patrocínio Orpinelli, acusado de sequestrar e matar crianças, ganharam repercussão internacional, mas começam a surgir dúvidas quanto à veracidade das confissões do andarilho e a polícia ainda não tem provas materiais. Hoje, uma equipe do jornal "Daily Mail", de Londres, chegou a Rio Claro para a cobertura do caso. O trabalho é realizado pelo jornalista David Jones e o fotógrafo David Cairns, que estão atrás da história de Orpinelli, apontado pela mídia sensacionalista como um dos maiores matadores de crianças.
Em Rio Claro, porém, as investigações estão complicadas. A delegada Sueli Isler Batelochi considera as confissões do andarilho "suficientes" para indiciá-lo como o sequestrador e matador de seis crianças na cidade. Mas faltam provas concretas, como a localização das corpos de Aline Cristina dos Santos e de Anderson Jonas da Silva, desaparecidos entre agosto e dezembro de 1996. Desde que foi preso, no dia 13, o andarilho tem indicado à Polícia Civil vários lugares onde teria enterrado os meninos e meninas que afirma ter estuprado e matado, mas a localização das ossadas continua difícil. A confissão de 11 assassinatos também apresenta problemas.
Orpinelli, que na segunda-feira confessou ter matado a menina Silvia Aparecida do Espírito Santo, em Itu, também confirmou onde deixou o corpo da criança, mas o local foi "inventado" pelo delegado Moacir Rodrigues de Mendonça, de Itu
para verificar se o acusado dizia a verdade. Outra suspeita é sobre o caso da menina Renata Helena Lobrigatti de Campos, desaparecida em 12 junho de 1997 em Araraquara. Orpinelli confessou o crime. Mas no mesmo dia, em Potirendaba, na região de São José do Rio Preto, sumiu Renata Cristina Silva e a polícia da cidade tem prova de que ele esteve lá naquele dia.
Hoje, Orpinelli foi a Pirassunga, para a reconstituição do assassinato da menina Crislaine Cristina dos Santos Barbosa, desaparecida em 25 de abril. Ele confessou o crime.

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