A greve dos servidores públicos federais está em uma semana decisiva, já que o Ministério do Planejamento agendou encontros para discutir as pautas de reivindicações de cada categoria. Os sindicalistas correm contra o tempo, já que no dia 31 encerra-se o prazo para o Executivo enviar ao Congresso Nacional projetos de lei com previsão orçamentária para 2013 - qualquer definição depois disso impede a aplicação de reajustes salariais a partir do ano que vem.

Hoje, entidades representativas dos servidores federais estimam que mais de 300 mil trabalhadores de aproximadamente 30 categorias estejam parados em todo o Brasil. Embora o reajuste salarial seja a reivindicação principal, outras demandas são recorrentes, como reestruturação de carreiras, melhores condições de trabalho e recomposição dos quadros de servidores. A estimativa é de que o atendimento às reivindicações representaria um impacto de R$ 40 bilhões nos cofres públicos no próximo ano.

Funcionários dos mais diversos setores do funcionalismo público fizeram mobilizações ou estão paralisados. As paralisações em instituições como a Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, têm afetado o Paraná por conta de atrasos na entrega de cargas na importação e na exportação, por exemplo.

Quem puxou a fila de paralisações foram os professores das instituições federais de ensino superior, há três meses. Desde então, outras categorias foram deflagrando greves e a paralisação em massa tem causado diversos transtornos.

Leia a reportagem completa de Fábio Galão, Carolina Avancine e Rubens Cheire Jr. em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

Leia também:

Laboratórios atrasam exames

Setor produtivo contabiliza prejuízos

Professores de estaduais fazem dia de paralisação

Mais categorias de servidores se mobilizam

Estudante vive na incerteza

mockup