Falta de política pública dificulta ação em Londrina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de maio de 2001
De Londrina 
A falta de uma política pública de combate à prostituição e à violência sexual contra crianças e adolescentes é o principal obstáculo para a minimização do problema em Londrina. No relatório de atendimentos do Conselho Tutelar, 2,8% das 9.149 ocorrências registradas entre janeiro de 99 e janeiro de 2001 referiam-se à prostituição e ao abuso sexual.
O presidente do Conselho, Júlio Botelho, diz que 95% das denúncias são anônimas. Os vizinhos e conhecidos têm medo de represálias e a família se omite muitas vezes porque na maioria dos casos o abusador é o chefe da família, explica.
Em 99 e 2000, o Conselho Tutelar e entidades de apoio atenderam 205 adolescentes que se prostituíam nas ruas da cidade. Conforme Botelho, geralmente são meninas com mais de 12 anos.
A droga aumenta a marginalidade da prostituição. Para retirá-los dessa condição, município e parceiros encaminham os jovens para cursos profissionalizantes e atendimentos psicológicos. Não temos pessoal e estrutura suficiente para acompanhar a solução dos casos, justifica Botelho. Atendemos todo tipo de violação aos direitos e não sobra tempo e dinheiro para nos dedicarmos a um problema específico.
Destinar parte do Imposto de Renda para um Fundo gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente é uma forma de colaborar. Os contribuintes físicos podem destinar até 6% do pagamento e, os jurídicos, 1%. É só procurar o Conselho e preencher a ficha de adesão ou ligar para: (43) 321-6748. (Betânia Rodrigues)


