O Paraná tem a segunda menor quantidade de delegados e o terceiro menor efetivo de policiais civis por 100 mil habitantes de todo o Brasil, segundo os dados do relatório ''Meta 2: A impunidade como alvo - o diagnóstico da investigação de homicídios no Brasil'', divulgado ontem pelo Grupo de Persecução Penal da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério da Justiça (MJ).

O diagnóstico inédito aponta que a falta de pessoal e de equipamentos das polícias civis atrapalha na elucidação de homicídios em todo o Brasil, e as análises foram feitas com base em questionário respondido pelos gestores do Ministério Público e da Polícia Civil em cada Estado. Estas conclusões surgiram após a realização de uma mobilização nacional para reavaliar mais de 130 mil inquéritos de homicídios dolosos instaurados até dezembro de 2007, que estavam nas delegacias sem solução.

No Estado, o efetivo da Polícia Civil contava até dezembro de 2011, de acordo com a pesquisa, com 3.803 profissionais, o 7º maior do País. Entretanto, quando se leva em consideração a quantidade de agentes por 100 mil habitantes, o Paraná despenca para a 20 posição, com índice de apenas 36,4, à frente apenas dos Maranhão (29,2) e do Pará (32,5).

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