São Paulo, 08 (AE) - O pacote de medidas tributárias divulgado na quinta-feira continuou no centro das discussões do mercado financeiro hoje, mas não foi responsável pelo desempenho dos principais indicadores, especialmente o dólar. A falta de moeda no mercado acabou puxando a cotação, que fechou a R$ 1 9560, alta de 1,09% em relação à véspera. Nem sequer o leilão de papéis cambiais reduziu a pressão sobre o câmbio. A oferta de títulos corrigidos pelo dólar normalmente contribui para conter altas, pois esses papéis acabam substituindo a moeda como instrumento de proteção contra desvalorizações.
Analistas afirmaram que houve um movimento mais acentuado de saída de recursos, mas atribuíram o fato ao feriado duplo na próxima semana (segunda-feira, em Nova York e terça-feira no Brasil). Como há escassez de moeda, qualquer aumento no fluxo tem forte impacto no mercado. E outubro concentra um movimento relativamente forte de saída de recursos.
Analistas e operadores não vêem nenhuma relação da alta com uma perspectiva negativa decorrente do pacote tributário, tanto que a própria Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,07%, seguindo o movimento de Nova York. Foi totalmente dissipado o pânico com o pacote do governo para compensar as perdas com os servidores.
Mesmo porque, no que se refere a aplicações financeiras, executivos acreditam que haverá tempo para o mercado se adaptar às novas taxações. Prevaleceu, nesse caso, o sentimento de que o governo não titubeou em tomar providências para compensar um revés judicial que poderia comprometer as metas fiscais.

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