Falta de médicos persiste nos postos de saúde
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Apesar do alto investimento da Prefeitura de Londrina para reduzir a fila de espera nas principais Unidades Básicas de Saúde e nos prontos-atendimentos Infantil e Municipal, os problemas do setor ainda estão longe de uma solução definitiva.
Ficar um dia inteiro esperando para ser atendido ainda faz parte da rotina de muita gente. Foi o caso da cabeleireira Lucinéia Martins, que chegou ao posto de saúde do Conjunto Habitacional Maria Cecília (Zona Norte) às 9 horas da manhã de ontem. Ela foi levar a mãe Joana, de 60 anos. Por volta das 18 horas, ainda estava na recepção aguardando o fim do atendimento de sua mãe. ''Ela foi chamada agora pouco'', comentou.
''Ficamos aqui esperando, sem almoço, minha mãe com febre alta. A situação está terrível. E o pior é que teve gente que chegou antes que nós e foi embora porque não aguentava mais esperar '', lamentou Martins.
No momento que a reportagem chegou ao posto do Maria Cecília apenas um plantonista estava atendendo a população. De acordo com um funcionário do local, desde às 13 horas o mesmo médico acumulava todos os atendimentos.
O posto do Maria Cecília funciona até as 23 horas, ou deveria funcionar. Adilson Soares, morador do bairro, reclama que a partir das 19 horas nenhum médico atua na unidade de sáude. ''É uma vergonha, não ter escala para plantonistas. Está acontecendo uma desorganização generalizada. A prefeitura não contratou o serviço? Então, por que não tem ninguém atendendo?'', afirmou.
Ontem nenhum médico estava na escala para atuar no posto no horário noturno, mas a reportagem ligou no local por volta das 19h20 e apurou que uma plantonista contratada pelo convênio da Prefeitura estava atentendo a população.
Na Unidade Básica de Saúde do Jardim Leonor (Zona Oeste) o atendimento estava demorando em média 40 minutos no final da tarde de ontem. Nenhum plantonista contratado em caráter emergencial estava atuando no local, ontem, mas havia médicos atendendo. Segundo uma funcionária do posto, quarta-feira é o pior dia da semana, quando há falta de médicos, e seria necessário a presença de plantonistas.
No início da noite de ontem a situação estava caótica no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Havia aproximdamente 70 pessoas aguardando atendimento. Apenas dois médicos estavam atendendo a população. De acordo com informações de uma funcionária do Pai, o Hospital da Zona Norte não estava atendendo no final da noite, por isso o Pai estava acumulando a procura. Os dois médicos que estavam atendendo na noite de ontem não fazem parte do convênio que a prefeitura fez com a Classmed.
A dona de casa Maria Neusa Rodrigues Melo, 51, havia chegado no PAI por volta das 10 horas da manhã e às 29h30 não havia conseguido que o filho de 9 anos fosse atendido. ''Sou de Guaravera. Não tenho como ir embora porque não tem médico lá'', declarou.


