São Paulo, 14 (AE) - A falta de manutenção continua a afetar o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, no centro da capital paulista. Várias das telas de zinco do forro sob o viaduto estão despencando. No início do mês, dois carros foram atingidos pelas placas. Parte do madeiramento de sustentação do forro está podre e infestado de cupins. Em alguns pontos, pode-se observar fiação elétrica exposta, ao lado de infiltrações.
Mesmo com a promessa da Secretaria de Vias Públicas (SVP), feita logo depois dos acidentes, de acelerar a retirada das placas, pouca coisa mudou. As chapas de zinco podem desprender-se a qualquer momento. Muitas delas ficam sobre as calçadas, com risco de atingir pedestres. Em uma das colunas de sustentação, diante da Praça Marechal Deodoro, os cupins formam trilhas que vão do chão até o forro do elevado. Retirada - O superintendente de Obras Viárias da SVP, João Bosco Romeiro, afirmou que as chapas de zinco que estão prestes a cair vêm sendo retiradas à noite. "Fazemos uma vistoria para identificá-las toda segunda-feira", explicou. No dia seguinte, uma equipe faz a retirada do material, usando um caminhão-plataforma. O Minhocão tem aproximadamente 3 quilômetros de extensão, com sete fileiras de forro de zinco.
A situação crítica da cobertura levou a SVP a preparar uma licitação exclusiva para sua retirada. "O edital deve estar saindo nesta semana", assegurou o superintendente. O procedimento deveria fazer parte da reforma completa do elevado - ainda sem data prevista -, mas foi antecipado. Romeiro garantiu que a estrutura do Minhocão não está comprometida.
Ele disse que a secretaria decidiu reformar outros viadutos, que estão em situação pior. "Estamos trabalhando nos viadutos Antártica, do Glicério, 25 de Março e 31 de Março", assegurou. "É uma questão de prioridade: não há dinheiro na Prefeitura".

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