Cascavel - A falta de informações era o motivo da maior revolta dos familiares dos presos que desde as 6h30 de domingo, quando começou a rebelião no interior da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), permaneciam em campana na marginal da BR-277, acesso à entrada da unidade. Por volta das 13h55, um grupo de 50 a 60 mulheres, esposas, mães e filhas dos detentos, bloquearam as duas pistas da rodovia gritando "queremos notícia".
O bloqueio durou 40 minutos, o suficiente para provocar um congestionamento de cerca de 5 quilômetros nos dois sentidos da BR, que liga Cascavel a Curitiba. Por volta das 15h30, quando uma mulher ameaçou impedir que viaturas do Depen deixassem a saída da PEC, houve um princípio de tumulto, empurra e empurra e a mulher acabou sendo detida por desacato à autoridade.
Os supostos maus-tratos no interior da unidade e as más condições das refeições servidas aos presos foram confirmadas por muitos familiares dos detentos. "Meu filho disse que já encontrou até unha numa marmita", disse a mãe de um preso, que não quis se identificar. "Meu filho levou um tapa no peito porque não pediu licença para sair da cela ao passar por um agente. Nós mesmas somos humilhadas quando vamos fazer a visita", contou a outra mãe. (D.P.)

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