Falta de estrutura dificulta combate ao Aedes
O município mais atingido pela dengue no Paraná, Santa Fé (noroeste do Estado), não possui carro e nem equipamentos próprios para combater o mosquito Aedes aegypti que transmite a doença. Até ontem, o município que tem pouco mais de 8 mil habitantes já contabilizava 59 casos confirmados de dengue e outros 325 suspeitos. Até mesmo duas enfermeiras municipais que trabalham no controle da doença foram picadas pelo mosquito transmissor da dengue.
Segundo o agente de saúde cedido pela 15ª Regional de Saúde em Maringá, Mauro Cassemiro, houve dias em que foram confirmados mais de 20 casos de dengue. Mas ele garante que agora a situação está sob controle sendo que nos últimos dias tem sido registrada uma média de 3 casos diários da doença.
Cassemiro informou que os equipamentos usados no combate ao mosquito, como bombas costais, larvicida, carros fumacê e, até mesmo, agentes de saúde, foram cedidos por Maringá. Os agentes não têm viatura (carro oficial) para percorrer a cidade, ressalta.
O agente aponta que o trabalho de combate ao mosquito começou quando surgiram os primeiros casos. Fizemos dois arrastões de limpeza, pneus que estavam ao ar livre foram recolhidos e os borracheiros foram conscientizados, foram distribuídos panfletos nas casas e fizemos 11 ciclos de fumacê, precisou. Mesmo assim, segundo Cassemiro, os casos de contaminação continuaram a acontecer. O problema estava dentro de casa, na água dos vasos de plantas, disse. Além da colocação de areia nos vasos, os agentes de saúde também fizeram a aplicação de inseticida com bombas costais nos quintais maiores.
No auge de infestação do mosquito, o município teve que pedir ajuda à regional e cerca de 40 pessoas atuaram no combate ao aedes aegypti. Atualmente, 10 pessoas trabalham para controlar a doença no município. Normalmente, a equipe de combate a doenças endêmicas na cidade é de quatro pessoas.
A Secretária Municipal de Saúde de Santa Fé, Hilda Lucri Pavan, argumentou que estes foram os primeiros registros de dengue no município que é governado pelo seu marido, o prefeito reeleito Anésio Pavan (PSDB). A doença foi importada de fora, disse.
A primeira-dama e secretaria da Saúde afirmou ainda que a verba que recebe do Estado e do Ministério não é suficiente para cobrir os gastos de combate à doença. Entretanto, a secretária não soube informar quanto o município gasta e nem quanto é enviado pelo Estado e Ministério da Saúde.





