Arquivo FolhaJustiça e pazOs moradores das favelas de Vigário Geral e de Parada de Lucas, no Rio, começaram a fazer ontem uma vigília na Casa da Paz onde, na madrugada de 30 de setembro de 1993, foi assassinada uma família de oito evangélicosOs acontecimentos em Diadema e na Cidade de Deus aumentaram o interesse de entidades de defesa dos direitos humanos pelo julgamento dos acusados da chacina de Vigário Geral. O juiz José Geraldo Antônio, que presidirá a sessão, acabou negando os pedidos de credenciamento de representantes de ONGs para acompanhar o júri, por causa das reduzidas dimensões do II Tribunal do Júri, que comporta apenas 165 pessoas. A única exceção aberta pelo juiz foi para o advogado uruguaio Edgardo Carvalho, representante e observador da Anistia Internacional.
Carvalho chegou anteontem ao Brasil com a missão de fazer um relatório sobre o julgamento. O documento será encaminhado ao escritório central da entidade, em Londres. Segundo o advogado, a Anistia Internacional tem manifestado ‘‘muita preocupação com relação aos direitos humanos no Brasil’’. Ele disse que julgamentos como o de hoje abrem ‘‘oportunidades para terminar com a impunidade no País’’. ‘‘Tudo o que possa romper com a impunidade é importante’’, afirmou Carvalho.
Os moradores das favelas de Vigário Geral e de Parada de Lucas, no Rio, começaram a fazer ontem uma vigília pela paz e a justiça na Casa da Paz onde, na madrugada de 30 de setembro de 1993, foi assassinada uma família de oito evangélicos. Emocionados, parentes das vítimas disseram esperar a pena máxima para os acusados, que começam a ser julgados hoje.

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