Os equipamentos de proteção individual (EPI), além de garantir a integridade física do trabalhador, também são peças essenciais para o futuro, pois podem prevenir doenças ocupacionais. Mas a desinformação, tanto por parte das empresas como dos funcionários quanto à correta utilização destes equipamentos é comum.
A técnica de segurança do trabalho da Unimed – Saúde Ocupacional, Celeide Aparecida Monteiro Eugênio, ilustra bem a importância dos EPIs. Ela dá o exemplo de uma função onde é necessário o uso de protetores de ouvido por causa do alto nível de ruído no ambiente de trabalho. Um trabalhador que não usa o protetor e desenvolve algum problema de audição, acaba correndo risco de, quando sair da empresa, não conseguir uma nova colocação. ‘‘Se empresa exigir um exame audiométrico este trabalhador provavelmente não será contratado’’, diz.
O maior problema, segundo Celeide, é a desinformação, principalmente com relação às pequenas empresas. Mas mesmo nestas empresas é possível implementar medidas de segurança para o trabalhador. Celeide esclarece que as empresas que não dispõem de uma comissão interna de prevenção de acidentes (Cipa), um funcionário deve ser treinado para que possa transmitir aos demais todas as medidas preventivas de segurança, alertar sobre os riscos de acidentes e sobre os transtornos provocados por um acidente de trabalho. Além disso, a empresa tem que fornecer os equipamentos de proteção mais adequados para àquela função. ‘‘Quando o funcionário é informado e alertado sobre os riscos, ele usa os equipamentos’’, garante.
Já as empresas maiores precisam se cercar de outros cuidados. Além da Cipa, é preciso obedecer as Normas Reguladoras (NR) 7 – Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional – e NR 9 – Prevenção de Riscos Ambientais.
De acordo com a subdelegacia do Ministério do Trabalho de Londrina, aproximadamente 50% do total de ocorrências registradas mensalmente são relacionadas à segurança do trabalho. E os problemas são diversos, variando da falta de EPI, passando pelo fornecimento parcial destes equipamentos ou, até mesmo, compra de material de qualidade inferior.
‘‘Os EPIs são obrigatórios todas as vezes em que as medidas de proteção coletivas não são suficientes, oferecendo risco para o trabalhador’’, avisa o engenheiro de segurança do MT de Londrina, Aurélio Sugayama.
Ao empregador cabe o fornecimento dos EPIs, o treinamento e a exigência do uso. Já o empregado fica obrigado a usar adequadamente os equipamentos, estando sujeito à punição por parte do patrão.

mockup