Londrina – Além da superlotação, a falta de agentes carcerários agrava ainda mais a situação dos distritos policiais de Londrina. Desde o início do mês, as unidades (3º, 4º e 5º DPs) que abrigam presos, estão sendo vigiadas por policiais civis, que assim ficam afastados das suas funções de investigadores.
Cinco agentes, lotados em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) e Apucarana (Centro-Norte), estavam emprestados e fizeram a guarda nos 4º e 5º distritos até o dia 31. O empréstimo durou 120 dias e o retorno deles para as suas cidades de origem deixou as unidades sem agentes. O 3º distrito está sem agente carcerário desde 31 de março.
"Chegamos a ter 20 auxiliares de carceragem em Londrina e hoje não temos nenhum. Realmente é uma situação complicada. Já encaminhamos um ofício à Secretaria da Justiça e estamos aguardando uma resposta", afirmou o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Márcio Amaro.
A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direito Humanos (Seju) informou que os agentes foram cedidos em caráter emergencial, por um período determinado, a pedido da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), já que não há gestão compartilhada. Um pedido de prorrogação do empréstimo foi encaminhado pela Sesp e a definição vai depender de um acordo entre as duas secretarias.

Tentativa de fuga
Um policial civil de plantão frustou uma tentativa de fuga de presos do 4º Distrito, na zona sul, na manhã de ontem. Durante o banho de sol, os detentos fizeram uma pirâmide humana e usariam uma teresa (corda de lençóis) para pular o muro. O policial percebeu a movimentação e conseguiu evitar a evasão.
Na semana passada, no 5º DP, na zona norte, um detento utilizando a mesma técnica conseguiu se evadir, porém, foi recapturado pouco tempo depois, nas proximidades da delegacia.
O 4º DP, que tem capacidade para 24 homens, abrigava ontem 128. "Solicitamos transferências diariamente, mas nem sempre somos atendidos. Enquanto isso, os policiais tentam no diálogo e no bom-senso controlar os ânimos dentro da cadeia. Nem sempre é possível", frisou Márcio Amaro.
O 5º distrito abrigava ontem 127 presos em um espaço construído para acomodar 24. O 3º DP, na zona oeste, era ocupado por 74 mulheres. A capacidade máxima é de 36. Em virtude da superlotação, não é raro os detentos proibirem a entrada de novos presos nos distritos de Londrina.

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