Londrina - Cassiano Ferreira Novo, psicólogo especialista em trânsito, aponta que a mortalidade em acidentes de transporte é maior entre jovens por três razões principais: inexperiência desses condutores, o comportamento da faixa etária e a falta de uma cultura de prevenção.
"O jovem tem a característica do excesso de confiança. Na transição da adolescência para a fase adulta, há a necessidade de um certo exibicionismo, e muitos têm uma percepção de risco inadequada para a complexidade do trânsito", argumenta. "No Ensino Médio, não tem sido trabalhada essa questão do trânsito. O adolescente não tem a orientação adequada sobre o comportamento seguro que tem que ter. Faltam campanhas permanentes."
Antônio Brandão Neto, titular da Delegacia de Trânsito de Maringá, também aponta a imprudência da idade como motivo para a maior mortalidade em acidentes envolvendo jovens.
"Nessa faixa etária, as pessoas são mais ousadas e acabam ingerindo bebida alcoólica e dirigindo, mesmo com todas as campanhas de orientação, e em velocidade excessiva. Você pode ver que geralmente esses acidentes (com jovens) acontecem com três ou quatro pessoas dentro do carro. Os jovens estão indo ou voltando da balada, conversando, ouvindo um som, e o motorista acaba se distraindo", argumenta o delegado. "Multas têm sido aplicadas com rigor, mas mesmo assim a coisa não diminui. Tem que educar, não só punir. Teria que começar desde o primeiro ano do Ensino Fundamental." (F.G.)

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