Cidade do México - A América Latina dotou de água potável 100 milhões de pessoas nos últimos 50 anos, mas atualmente há 150 milhões de latino-americanos sem acesso a ela, afirmaram ontem especialistas participantes do Fórum Água para as Américas no Século XXI.
O diretor da comissão nacional da água (CNA) do México, Cristóbal Jaime Járquez, disse que o problema é crítico, pois ''mais de 3 bilhões de pessoas (no mundo) não têm acesso à água potável, cerca de 3 bilhões carecem de serviços de saneamento e a cada 15 segundos morre uma criança por alguma enfermidade relacionada com a água''.
Na América Latina, acrescentou, a situação não é muito diferente, já que ''150 milhões dos 500 milhões que moram na região não têm acesso à água potável e 250 milhões não dispõem de saneamento''.
As nações latino-americanas têm como meta dotar de água limpa 120 milhões de pessoas até 2015 e, segundo os dados aportados ao Fórum, ainda que se consiga esse objetivo, em 13 anos, ficarão mais de 30 milhões de latino-americanos sem acesso ao vital líquido.
Ao encontro, inaugurado ontem na Cidade do México, assistem 1.000 representantes de 25 nações latino-americanas e de organismos internacionais, entre eles o venezuelano Abel Mejía, encarregado do Banco Mundial (BM) para água e saneamento, que disse que para resolver o problema é preciso atacar de maneira eficiente a pobreza na América Latina.

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