Falsos inspetores assaltam lotérica
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sábado, 30 de agosto de 2003
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Dois homens se fazendo passar por inspetores de segurança assaltaram a Lotérica Camargo, na Avenida Paraná (centro de Londrina), e levaram do local pouco mais de R$ 24 mil em dinheiro e cheques. Segundo informações da gerência do estabelecimento, os criminosos estavam com jalecos azúis e pediram para checar os extintores de incêndio. O caso foi registrado na sexta-feira.
''O segurança os levou para o interior da Lotérica, e aí os dois deram voz de assalto'', conta Márcia Regina Teixeira, gerente do estabelecimento há um ano. Ela relata que o segurança não disse se os assaltantes estavam armados, mas informou que eles tomaram sua arma. Os dois levaram a fita do sistema de vídeo da Lotérica.
Em seguida, ainda de acordo com informações de Márcia Regina, os assaltantes saíram do local pela porta da frente, junto com o segurança rendido. ''Ninguém percebeu que era um assalto. Aqui tem sempre muita gente, nem sempre sabemos quem é quem'', afirma a gerente, que não estava no local no momento do crime. Os dois homens foram embora num Monza cor vinho, de quatro portas.
O segurança relatou que eles rodaram até a Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona sul, quando os assaltantes o colocaram no porta-malas do veículo. Ele foi deixado no Patrimônio Regina logo depois. É a segunda vez em quatro meses que a Lotérica Camargo é assaltada.
''É meio complicada essa situação, porque recebemos a visita de várias pessoas que vêm inspecionar os extintores. Em alguns casos, o criminoso pode até usar crachá falsificado'', lamenta Márcia Regina. Em meados desta semana, uma dona de casa teve sua residência assaltada no Jardim Monte Belo, zona sul, por dois homens que se apresentaram como agentes de combate à dengue.
O delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jorge Barbosa, recomenda cautela para evitar golpes do tipo. ''Se alguém se apresenta num estabelecimento ou residência dizendo que vai fazer um serviço, é preciso se certificar. O comerciante ou morador deve exigir identificação da pessoa e, se possível, ligar para o órgão competente. Hoje em dia a malandragem está grande'', diz o delegado.


