Curitiba - O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia criminal contra Sirlei Aparecida Dias por ter prestado falso testemunho no caso conhecido como Morro do Boi. Ela trabalhava em uma choperia de Matinhos, lugar onde o suspeito Juarez Ferreira Pinto afirmou à polícia estar trabalhando na data e horário do crime. Pinto é acusado pelo latrocínio que vitimou Osíris Del Corso e deixou ferida a então namorada dele, Monik Pergorari ferida. Ele foi condenado, em fevereiro deste ano, a 65 anos e seis meses de prisão pelo crime.
De acordo com a promotora de Matinhos, Carolina Dias Aidar de Oliveira, a denúncia em relação Sirlei havia sido requisitada na mesma época em que foi oferecida contra Pinto. ''Desde logo percebemos que o testemunho dela era falso porque não era coeso. Além da vítima Monik, outras testemunhas disseram ter visto o Juarez no local do crime. Mas, ainda assim, esperamos a condenação do réu para ofereceremos a denúncia contra a Sirlei''. Ela irá responder a uma ação penal e, caso condenada, poderá receber pena de até quatro anos de reclusão.
Segundo a promotora, outras testemunhas que também teriam mentido em juízo são alvo de inquérito e podem ser denunciadas à Justiça. Alguns funcionários da choperia que, inicialmente disseram não terem visto Pinto no local de trabalho, teriam mudado a versão quando foram chamados para depor na delegacia.
O crime aconteceu em 31 de janeiro do ano passado em Matinhos. Juarez Ferreira Pinto foi condenado por ter atirado contra Del Corso - que morreu no local. Monik ficou paraplégica e teve roubados R$ 90, o que caracteriza o latrocínio.

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