Falsa bomba faz esquadrão percorrer 850 quilômetros
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Um amontoado de espumas junto a um relógio digital e fios coloridos interditou, por cerca de dez horas, três quadras de uma avenida importante na zona sul de Maringá a partir do final da tarde de ontem. A suspeita de que o material deixado dentro de uma caixa de papelão em frente ao Fórum da Justiça do Trabalho pudesse ser um explosivo mobilizou o Esquadrão Antibombas de Curitiba. O grupo de elite da Polícia Militar se deslocou 850 quilômetros (ida e volta) apenas para constatar que se tratava de uma brincadeira de mau gosto.
A centralização dos serviços na Capital faz com que o tempo de atendimento às ocorrências com explosivos no interior dure mais que dez horas em alguns casos. Muitas vezes, o deslocamento de todo o aparato se faz desnecessário. Há três semanas, os policiais do Esquadrão Antibombas desarmaram um explosivo na zona norte de Londrina. Enquanto um robô inutilizava a bomba caseira, vizinhos contavam que alguns jovens já haviam manuseado o artefato.
De acordo com a PM, o atendimento à ocorrência começa com o policial de área que aciona o Esquadrão. Em seguida, os especialistas analisam imagens da suposta bomba e avaliam a necessidade do deslocamento. Em entrevista recente à FOLHA, o soldado Anderson Carlesso, do Esquadrão Antibombas, disse que o envio de fotos por celular é uma ferramenta que agiliza o trabalho, mas admitiu que a constatação só pode ser feita no local. Moradores que já conviveram com a suspeita de uma bomba reivindicam um esquadrão no interior.
A PM informou que existe estudos para melhorias e expansão de serviços em todas as áreas da corporação, porém informou que, como o Esquadrão Antibombas é um grupo "especializado ao limite", não há previsão de criação de novas unidades pelos próximos anos. Hoje, a equipe de Curitiba é responsável por atender todo o Estado. Segundo informações do Esquadrão, o maior entrave para a criação de outra unidade é o custo, que passaria dos R$ 3,5 milhões. O grupo atende em média nove ocorrências por mês em todo o Paraná.


