Falhas no tratamento prejudicam controle
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Reportagem Local 
A falta de manutenção adequada do tratamento da asma e falhas de comunicação entre médicos e pacientes prejudicam o controle da doença, que, a cada década, cresce 50% em prevalência no mundo. Resultados de uma pesquisa global quantitativa sobre as necessidades no tratamento da asma revelam que a prevalência da doença vem crescendo em níveis preocupantes: 50% a cada década.
No Brasil, a asma afeta 11% da população, sendo que 65% são mulheres, acima dos 40 anos. Principais motivos: falta de um tratamento de manutenção adequado e falha na comunicação entre médicos e pacientes.
O estudo GAPP (Global Asthma Physician and Patient Survey - Pesquisa Global sobre Asma entre Médicos e Pacientes), subsidiado pela ALTANA Pharma e conduzido pela Harris Interactive, foi realizado em 16 países, entre eles o Brasil. A pesquisa aponta discrepâncias nas avaliações dos médicos e pacientes, a respeito dos tratamentos atuais e às questões relacionadas aos efeitos colaterais, qualidade de vida e ao tempo dedicado à educação dos pacientes.
''A comunicação entre ambos é essencial na condução do tratamento de doenças crônicas, como a asma, e a pesquisa GAPP indica que esse diálogo precisa ser melhorado, em todos os países estudados'', aconselha Walter Canônica, da Universidade de Gênova, Itália, e um dos líderes da pesquisa.
No mundo, 180 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da asma. No Brasil, a doença provoca cerca de 2 mil óbitos no mesmo período. Mais da metade, ou 53%, dos pacientes não reconhece que as crises de asma, mesmo em pacientes com asma leve, podem ser fatais. ''A maioria das mortes poderia ser evitada se o tratamento fosse levado a sério e feito de forma contínua e correta'', alerta Alberto Cukier, pneumologista e professor da Universidade de São Paulo (USP).


