Jales, SP, 16 (AE) - O dinheiro que as prefeituras da região de Jales, a 630 quilômetros de São Paulo, deveriam receber esse mês para obras de preservação ambiental nos municípios vai atrasar porque os projetos foram mal elaborados. A afirmação é do engenheiro agrônomo José Carlos Rosseti, presidente da câmara técnica do Comitê da Microbacia do Rio São José dos Dourados.
Segundo Rosseti, das 26 prefeituras apenas duas apresentaram corretamente as propostas de investimento dos recursos públicos que estão sendo liberados. A região receberá R$ 900 mil para aplicar especialmente em obras que evitem o assoreamento de rios e córregos.
O presidente do Sindicato Rural de Santa Fé do Sul, Adauto Luis Lopes, que também participa da equipe técnica, disse faltar objetividade nos planejamentos municipais. Lopes afirma que os prefeitos muitas vezes elaboram apenas uma correspondência, informando que o dinheiro será aplicado na recuperação de uma erosão crônica, mas não há fotos do local, endereço nem descrição da forma como o serviço será executado.
Reapresentação - O secretário executivo do comitê, Lupércio Ziraldo Antônio, disse hoje que as prefeituras terão até o dia 29 de fevereiro para reapresentarem suas propostas com maior detalhamento. Segundo Ziraldo, esse é um problema que se repete nos outros 19 comitês de microbacias hidrográficas no Estado de São Paulo. Juntos eles terão esse ano cerca de R$ 20 milhões. Cada grupo elege suas prioridades.
Jales, a primeira cidade da microrregião a assinar o convênio para obras esse ano, vai receber R$ 68 mil para fazer 100 metros de galerias no Bairro Santo Expedito.

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