Falhas da Telefônica prejudicam até feira de telecomunicações
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terça-feira, 23 de março de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 24 (AE) - A falta de linhas telefônicas não é novidade em São Paulo, mas ninguém esperava que o problema pudesse atingir até as empresas participantes da Telexpo99, a maior exposição de equipamentos e serviços de telecomunicações do País, que reúne o que há de mais moderno atualmente na telefonia. Entre as vítimas da Telefônica encontra-se até a Embratel, empresa de transmissão de dados de longa distância que também foi privatizada no ano passado, junto com a Telesp.
A Embratel confirmou hoje que ficou dois dias à espera de duas linhas telefônicas no seu estande na Telexpo. Só nesta tarde a Telefônica conseguiu atender o pedido. "Não sabemos se foi problema técnico ou político", comentou uma das coordenadoras do estande da Embratel.
Outras cinco clientes da Embratel tiveram problemas nos seus sistemas de Internet. A falha só foi resolvida na noite que antecedeu a abertura da exposição, após uma acalorada discussão entre técnicos da Telefônica e da Embratel.
A Embratel queria instalar a rede de Internet para seus clientes, mas dependia de modems (placas de conexão entre computadores e linhas telefônicas) fornecidos pela Telefônica. As falhas do sistema de telefonia teriam afetado empresas como a Phillips, Impsat, Maxtron e Siemens. Os representantes da empresa preferiram não comentar o assunto, temendo novos problemas com a concessionária.
A Telefônica confirmou que enfrentou alguns problemas de logística para atender à solicitação de mais de 600 linhas de voz e dados na exposição. "Aconteceram algumas dificuldades mas todas as pendências foram resolvidas rapidamente", informou a empresa. Só não tiveram problemas na exposição os empresários que utilizam aparelhos de telefone celular.
Mas as recepcionistas foram obrigadas a retirar das salas de conferência algumas pessoas que insistiam em falar ao telefone durante as palestras. Alguns receberam um exemplar do Manual de Etiqueta para usuários de celular, que a operadora BCP está lançando na feira. O manual "proíbe" o uso do aparelho em cinemas, teatros, igrejas, velórios e conferências.


