'Falha está na distribuição de vagas'
Londrina - Formado em história pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gilberto da Silva Guizelin foi um dos primeiros alunos a ingressar na instituição por meio do sistema de cotas para afrodescendentes. ''No início achei que pudesse enfrentar algumas dificuldades por ser cotista, mas não foi o que aconteceu. Tudo foi melhor do que eu esperava'', afirmou.
Hoje ele faz mestrado em História Social na própria UEL. Segundo ele, o sistema tem uma falha importante, que é a distribuição das vagas entre os cursos. ''A grande maioria dos cotistas é da área de humanas e frequenta os menos concorridos. Por que não encontramos cotistas nas salas de direito e medicina?'', questionou.
Na opinião de Gilberto, o sistema de cotas é uma forma de escancarar o preconceito contra os negros no Brasil. ''A sociedade brasileira é racista e consevadora. Após a implantação do sistema, os debates sobre a exclusão do negro começaram a acontecer. Foi uma maneira de dar visibilidade ao problema.''
Para Ana Paula Bastos André, que está no útimo ano de ciências sociais, o sistema de cotas também representou uma boa oportunidade. Ela foi aprovada por meio do sistema de cotas reservadas aos alunos de escolas públicas. ''Sempre estudei em escola pública e o ensino é realmente defasado. Ficamos em desvantagem'', enfatiza.(P.C.B.)





