Curitiba- Em três anos do governo Requião, entre 2003 e 2005, houve 142 ocupações a propriedades rurais no Paraná, sendo que nesse mesmo período foram realizadas 113 reintegrações de posse em todo Estado. Dessas, no entanto, apenas 30 referem-se às áreas ocupadas nos últimos três anos. Com isso, restam, no Paraná, 58 propriedades ocupadas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), apesar de já existir mandados judiciais para reintegração de posse dessas áreas.
O levantamento sobre a situação das ocupações de propriedades rurais faz parte do relatório divulgado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que questiona a falta de agilidade do governo em cumprir as determinações judiciais. ''Em 2005 teve realmente um grande volume de reintegrações, mas isso não justifica o número de invasões que permanecem'', diz o assessor de Assuntos Fundiários da entidade, Dalton Celeste Rasera.
Marcelo Jugend, assessor especial do secretário de Estado de Segurança Pública, não soube precisar como eram cumpridas as ações de reintegração de posse pela secretaria até o final do ano passado. Jugend assumiu o cargo há três semanas, em substituição a Jocler Procópio, que era presidente da Comissão de Mediação de Conflitos Agrários da secretaria e tinha cargo em confiança no governo do Estado. Procópio foi preso dia 16 de dezembro, acusado de exigir propina de fazendeiros para realizar reintegração de posse.
De acordo com Jugend, sua orientação, agora, é realizar uma reintegração de posse por semana. Ele estima que existam, na secretaria, cerca de 75 ordens judicias de reintegração para serem cumpridas, em áreas rurais e urbanas. O problema, segundo ele, é quer muitas vezes, uma área é desocupada, mas em seguida é invadida novamente. Foi o que ocorreu, segundo ele, na Fazenda Tamar, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), cuja reintegração foi feita na semana retrasada, e que já está ocupada novamente.

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