São Paulo, 10 (AE) - Os negócios de factoring, que completam amanhã 17 anos no País, tiveram um crescimento em 98 de 9,58% sobre 97, passando de R$ 14,6 bilhões para R$ 16 bilhões no ano passado. São 700 companhias que atuam nessa área do factoring e que enfrentaram uma inadimplência de 4,1% em 98 contra 3,75% de 97, anunciou o presidente da Associação Nacional de Factoring (Anfac), Luis Lemos Leite.
Disse ainda que "os serviços prestados a 50 mil companhias, já representam 25% do volume de negócios, mas a compra de créditos relativos a vendas a prazo continuam tendo maior peso, chegando a 75% da atividade".
Ele disse que o aumento na inadimplência de 0,5% foi signicativo para o segmento, que tinha média histórica de 3%, porém foi muito inferior ao experimentado por outros setores e pela economia como um todo, mostrando que o crédito das pequenas e médias companhias foi o que representou o menor risco no ano de 98.
Segundo o presidente da Anfac, o setor só não apresentou melhores resultados, devido à política de juros altos mantida pelo governo. A Anfac está negociando com o Ministério da Justiça a formalização de um acordo de cooperação técnica para fiscalizar a atividade do setor, o que deverá ocorrer ainda neste mes. "A idéia é livrar o mercado dos aproveitadores que simplesmente descontam os cheques e não prestam qualquer tipo de serviços,, mas se fazem passar por factorings", concluiu Luiz Lemos Leite.

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