Fachadas que ultrapassam calçada viram ameaça
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sábado, 29 de maio de 2004
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
A grande movimentação de ônibus na Rua Sergipe, na Área Central de Londrina, e o abuso de alguns comerciantes que fazem as fachadas muito próximas ao meio-fio tornaram-se um perigo para os pedestres.
Na tarde da última sexta-feira um ônibus da empresa de Transportes Grande Londrina (TCGL) derrubou parte da placa da loja Pague Pouco quando tentava fazer uma baliza. Segundo informações de alguns funcionários das lojas vizinhas, que não quiseram se identificar, uma moça quase foi atingida pela placa de latão.
Ontem, perto das 11 horas, a movimentação na rua era intensa. Em 15 minutos, 12 ônibus passaram pelo local, além de dezenas de pessoas, que entravam e saíam das lojas sem a noção do perigo que estariam correndo.
A balconista Tatiana Maria Pereira, 22 anos, lembra que há pouco mais de um mês e meio, uma placa de uma das lojas caiu em cima do ombro de um senhor. ''Da primeira vez a placa era de madeira. Agora eles colocaram esta de latão que é mais leve'', contou.
Como há um ponto de ônibus a aproximadamente 10 metros da loja, os veículos passam perto da calçada e, consequentemente, da placa, que fica cerca de 20 cm distante do meio-fio.
Segundo o assessor de relações comunitárias da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Xavier, o Código de Postura do município não faz nenhuma especificação quanto à distância de placas de propagandas, mas ele lembra que seria necessário analisar a parte relativa à obras, que indica quanto uma construção pode avançar na calçada.
Segundo o chefe de tráfego da TCGL, Daniel Martins, será feita a apuração sobre como ocorreu o acidente e quem era o motorista. ''A informação que temos é que a placa está fora do padrão e próxima ao meio-fio. Mas se a culpa foi nossa, vamos pagar'', garantiu.
Martins afirma que a empresa não tomou conhecimento das vítimas em nehuma das ocasiões. Outro funcionário de uma loja vizinha, Ronaldo Bento da Silva, de 28 anos, também viu o homem machucado na primeira ocorrência.
A reportagem da Folha procurou o proprietário da Pague Pouco, mas foi informada que ele estaria viajando e que nenhum funcionário poderia falar sobre o assunto. O estabelecimento funciona no local há pouco mais de seis meses.


