Jacarta, 30 (AE-AP) - As facções rivais de Timor Leste não fizeram progressos substantivos em cinco dias de conversações de paz, finalizadas hoje (30), concordando apenas em cumprir um acordo prévio e deixando várias questões-chave em aberto.
Os militantes pró e antiindependência não chegaram a um acordo nem mesmo sobre a continuação das negociações, rejeitando uma proposta feita pela anfitriã do encontro, a Igreja Católica, de formar um comitê comum permanente.
"Apesar de uma boa atmosfera ao redor da mesa de negociações
permanecem divisões profundas", disse o porta voz da Igreja, Domingos Sequiera.
As conversações tinham como objetivo pavimentar o caminho para o referendo marcado para agosto, quando os timorenses escolherão se ficam independentes ou ganham maior autonomia dentro da Indonésia, que invadiu a ex-colônia portuguesa em 1975.
As forças pró e antiindependência disseram hoje, no término das negociações, que cumprirão um acordo assinado em 18 de junho
que prevê a entrega das armas de ambas as partes, além de respeitar o resultado do referendo.
Mas promessas anteriores de desarme foram rapidamente quebradas, e a violência entre os grupos rivais continua. Apenas nos últimos dois meses, dezenas de pessoas morreram e milhares fugiram de suas casas com medo da repressão.
O referendo, originalmente programado para 8 de agosto, foi adiado pela ONU no início deste mês por pelo menos duas semanas por motivo de segurança e preocupações logísticas.

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