Brasília, 9 (AE) - Os exportadores brasileiros de móveis que hoje exportam somente cerca de US$ 40 milhões para os Estados Unidos querem ampliar essas vendas em pelo menos mais 30% nos próximos três anos. Para isso, já possuem uma pesquisa sobre o mercado norteamericano - incluindo perfil do consumidor, potencial de produção e design - que deverá ser apresentada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no início do próximo mês, segundo o coordenador do Programa Brasileiro de Incremento à Produção de Móvel (Promóvel), Paulo Pamplona.
A pesquisa, denominada Inserção no Mercado Americano, foi realizada durante cinco semanas durante os meses de junho e julho passado por dois consultores brasileiros e um norteamericano e faz parte da estratégia do Promóvel para aumentar as exportações brasileiras de móveis.
Pamplona explica que a apresentação do trabalho estava marcada para o dia 29 deste mês, durante um workshop a ser realizado no Ministério do Desenvolvimento. Com a demissão do ministro Clóvis Carvalho, no entanto, esta data depende de confirmação por parte do novo ministro, Alcides Tápias.
A escolha do mercado norteamericano pelos empresários brasileiros não foi por acaso. Pamplona explica que os Estados Unidos são hoje o maior consumidor mundial de móveis.
A pesquisa faz parte do Promóvel, um programa estruturado em 17 subprojetos, criado no ano passado com o apoio da Agência de Promoção das Exportações (Apex). O Promóvel está orçado em US$ 10 milhões e, além de ter seu custo bancado em 50% pela Apex, conta com a participação financeira dos fornecedores de móveis e da indústria moveleira.
Exportações - As exportações de móveis no ano passado foram de US$ 400 milhões, realizadas por somente cerca de 400 empresas entre as 13.500 que integram o setor. A intenção com o Promóvel, conforme Pamplona, é a de aumentar as exportações para US$ 2,5 bilhões até o ano de 2003, incluindo mais 300 empresas no rol exportador. Já neste ano, a expectativa é a de elevar as vendas externas para US$ 500 milhões.
Após mapear o mercado norteamericano, também deverão ser pesquisados outros países de interesse do setor, como Taiwan, cuja indústria tem perfil semelhante ao do Brasil, com uma diferença básica: com menos recursos e matéria-prima exporta aproximadamente US$ 1,8 bilhão por ano. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, a maior parte dos móveis exportados atualmente vem o Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Estes dois estados respondem por 81,69% das exportações do setor, sendo que são comercializados basicamente móveis de Pinus - madeira que substituiu a Araucária - e que tem boa recepetividade em função da necessidade de presrvação ambiental.

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