Fabricantes de relógios buscam preservar trabalho artesanal
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de outubro de 1999
por Mônica Ciarelli 
RIO, 11 (AE) - A preservação do trabalho artesal nas fábricas de relógios de luxo do mundo levou as oito maiores marcas a buscarem apoio na América Latina. Representantes da Audemars Piguet, Baume & Mercier, Breguet, Cartier, Ebel, Girad-Perreguax, Piaget e Vacheron Constantin sentaram a mesa no Rio de Janeiro para debater entraves que impedem o crescimento dessa indústria, que na Suíça movimenta aproximadamente US$ 2,5 milhões.
O secretário-geral da entidade, Eugen Maier, revelou que os problemas mais discutidos foram a formação de mão-de-obra qualificada e a falta de segurança nas lojas, principalmente, da América Latina. Essa é a primeira vez que a Associação Interprofissional de Alta Relojoaria se reúne em um país da região. Além das oito principais marcas do mundo, fazem parte da entidade também cerca de 200 lojistas e 100 distribuidoras. No Brasil, a associação já conquistou 15 adeptos.
"As pessoas precisam saber da diferença que existe na qualidade de um relógio feito de forma artesal", explicou. "Queremos preservar essa cultura no mundo." Maier ressaltou que a indústria de relógios de luxo é a terceira maior exportadora da Suíça.


