São Paulo, 18 (AE) - Os fabricantes de lâmpadas consideram absurda a acusação feita pelo governo de que as empresas teriam provocado a queima de 370 milhões de lâmpadas no ano passado pelo fato de passarem a produzir lâmpadas para fontes de alimentação de 120 volts em substituição às de 110 volts, conforme prevê a nova norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A nova norma da ABNT, válida a partir de dezembro de 1997, tem força de lei.
"Isso não faz o menor sentido", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), Carlos Eduardo Uchôa Fagundes. Em primeiro lugar, argumenta, o número de lâmpadas apontadas como queimadas corresponde à produção total brasileira, que abrange mais de 200 tipos diferentes de produtos.
Além disso, adotou-se a nova norma da ABNT por consenso de vários segmentos da sociedade - governo, fabricantes e consumidores - após ter sido constatado, por meio de estudos técnicos, que existiam várias tensões nominais em diversas regiões do País.
Segundo Uchôa Fagundes, a entidade não foi notificada oficialmente do processo que, segundo a imprensa, teria sido instaurado contra os fabricantes. Ele diz que o ministro da Justiça, Renan Calheiros, foi mal informado e que deveria ter entrado em contato com os fabricantes antes de condená-los publicamente.

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