São Paulo, 2 (AE) - Fabricantes de garrafas de vidro e latas de alumínio estão otimistas com a união da Brahma à Antarctica. As indústrias estão confiantes que a nova empresa vai demandar mais embalagens e, portanto, ampliar as compras.
Em contrapartida, os fabricantes de garrafas de vidro e latas de alumínio acreditam que será mais difícil negociar preços com uma companhia gigante, com maior poder de barganha nos termos dos contratos por comprar grandes quantidades.
"Aumentou o poder de barganha deles, imensamente", admite a diretora-executiva da Associabrasileira da Indústria do Vidro (Abividro), Solange Mata Machado.
Segundo ela, os problemas decorrentes do maior poder de barganha poderão ser atenuados se as compras de garrafas forem ampliadas.
Na opinião do presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo, a associação vai aumentar a escala de produção e será vantajosa para os fornecedores e as cervejarias.
Em 98, as quatro grandes empresas do setor de latas entregaram 8 bilhões de unidades e têm, atualmente, capacidade instalada para produzir 11 bilhões de unidades.

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