São Paulo, 05 (AE) - A América Latina é o mercado com maior potencial de crescimento para a tecnologia celular Time Division Multiple Access (TDMA) e o Brasil é o mercado mais agressivo em termos de expansão nesta região. A avaliação é da presidente do Universal Wireless Communications Consortium (UWCC), Sheila Mickool, que participou de um simpósio hoje em São Paulo. O UWCC é uma associação privada, com sede em Washington, que representa mais de cem operadores e fornecedores de produtos baseados na tecnologia TDMA, entre as quais os quais Ericsson, Nortel, Alcatel, AT&T e Lucent. Esse bloco disputa o mercado de telefonia celular com empresas como a Qualcomm e Motorola, agrupadas em torno da tecnologia Code Division Multiple Access (CDMA).
De acordo com os cálculos de Mickool, a receita gerada pelo mercado latino-americano deverá dobrar de tamanho até 2005, chegando a US$ 40 bilhões neste período. Até o fim deste ano, as perspectivas são de chegar-se a 12 milhões de assinantes da tecnologia TDMA em toda a região. "Grande parte do crescimento do TDMA virá do Brasil", disse hoje a executiva. O diretor- internacional de Roaming para a América Latina da Ericsson, Erasmo Rojas, disse que o Brasil é um dos maiores mercados do mundo em termos de comunicação sem fio. "Poucos mercados no mundo cresceram tão rápido", afirmou.
O simpósio realizado pela UWCC discutiu os próximos passos da tecnologia TDMA, envolvendo integração com a tecnologia GSM, usada na Europa. Quando isso ocorrer, será possível às operadoras oferecer serviços da chamada "terceira geração", uma nova fase de comunicação sem fio que envolve transmissão de dados, imagens e outros sistemas multimídia em alta velocidade. Segundo o vice-presidente da UWCC, Leo Nikkari, está sendo discutida a arquitetura para a integração entre as duas. "Estamos bem avançados para desenvolver uma plataforma comum", disse. Esses novos serviços ainda levarão entre três a quatro anos para serem comercializados pelas operadoras.

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