Fabricante testa lotes de dipirona
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quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O Laboratório Teuto Brasileiro, fabricante de dois dos três lotes de dipirona sódica injetável interditados no Estado, divulgou nota ontem informando que testes realizados internamente não encontraram qualquer anormalidade. Mesmo assim, por precaução, a Secretaria Municipal de Saúde reafirmou que somente após a conclusão das análises que estão sendo feitas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) é que poderá descartar a suspeita de que o medicamento tenha relação com as mortes de três pacientes no norte do Estado.
Segundo o laboratório sediado em Goiânia (GO), foram testadas amostras dos lotes 233.007A e 233.007B. ''Todas as análises realizadas foram consideradas satisfatórias'', garantiu o fabricante. A conclusão da empresa é que o medicamento atende às exigências de produção e de uso.
Mesmo diante dos resultados apresentados pelo laboratório, a diretora de informações à saúde da Secretaria, Simone Garani Narciso, explicou que a suspeita não pode ser descartada enquanto não houver a confirmação por parte do Lacen. O laudo oficial deve ficar pronto no final de outubro. Até lá, destacou a diretora, os lotes suspeitos de dipirona sódica injetável continuam interditados.
A interdição aconteceu há uma semana depois que três pacientes - dois idosos de Londrina e um menino de Prado Ferreira (PR) - sofreram paradas cardiorrespiratórias enquanto recebiam o medicamento sob a forma injetável. Um dos idosos e a criança permaneceram alguns dias internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) mas, no último final de semana, não resistiram às complicações de seus quadros. O outro idoso que também apresentou o mesmo quadro continua internado na UTI do Hospital Universitário. Anteontem, surgiu a suspeita de um quarto caso: um paciente com 81 anos foi a óbito horas depois de ter sido medicado com dipirona injetável e outras drogas.


