Fabricante do Prozac dá explicações
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
France Presse 
Indianápolis, EUA- O grupo farmacêutico americano Eli Lilly, fabricante do Prozac, lançou ontem uma campanha informativa na imprensa, depois das recentes acusações feitas pelo British Medical Journal (BMJ) contra seu famoso antidepressivo.
Em carta aberta publicada nos principais jornais americanos e no site do grupo, o laboratório dá ''explicações detalhadas'', respondendo completamente as acusações do BMJ, que divulgou documentos confidenciais da fabricante no final de 2004, que pareciam estabelecer uma relação entre o remédio e atos violentos ou suicidas.
Os documentos citados sugerem que o grupo estava a par desde os anos 80 dos efeitos colaterais preocupantes da Fluoxetina, princípio ativo do Prozac, e tentou minimizá-los.
Os papéis, que agora estão nas mãos da agência americana de licenciamento de remédios (FDA, Food and Drugs Administration), não foram integrados em 1994 ao processo movido contra o laboratório pelas vítimas do massacre de Kentuchy em 1989, no qual morreram oito e 12 ficaram feridos, cujo autor, Joseph Wesbecker, era usuário do Prozac e se matou.
Em dezembro, a Eli Lilly já vai negado as acusações contra sua ''pílula da felicidade''.
''É simplesmente falso sugerir que as informações sobre o Prozac omitiram (alguns aspectos) e que os dados-chave sobre a qualidade e possíveis efeitos colaterais do medicamento não estava acessíveis aos médicos e organismos reguladores'', disse o presidente Sydney Taurel nesta nova campanha.
''Confiamos no fato de que sabemos mais sobre o Prozac, depois de duas décadas de rigorosos estudos, do que sobre qualquer outro medicamento do mesmo tipo.''


