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m de leitura Atualizado em 23/02/2022, 15:29

Fabricante do 2º autoteste de Covid aprovado prevê produto na farmácia após o Carnaval

A Anvisa recebeu pelo menos 70 pedidos de registro no país; agência reguladora autorizou a venda no Brasil em 28 de janeiro

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Joana Cunha - Folhapress
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São Paulo - A Eco Diagnóstica, que teve seu autoteste para Covid-19 aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quarta-feira (23), prevê colocar a primeira remessa do produto no varejo farmacêutico logo após o Carnaval. A previsão inicial é entregar 1 milhão de unidades por semana para todo o país, segundo Vinicius Pereira, presidente da empresa.

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é responsável por avaliar a qualidade e a segurança dos autotestes Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é responsável por avaliar a qualidade e a segurança dos autotestes
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é responsável por avaliar a qualidade e a segurança dos autotestes |  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 

Os exames são os mesmos já vendidos pela fabricante para os laboratórios e farmácias, com a embalagem adaptada. Segundo a empresa, os autotestes devem chegar ao consumidor final com preço entre R$ 49,90 e R$ 69,90, valor que fica abaixo das versões disponíveis atualmente, porque não há o serviço de aplicação incluso.

Este é o segundo registro de autoteste aprovado pela Anvisa. O primeiro foi o da empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos Hospitalares e Odontológicos, na última quinta-feira (17). A Anvisa recebeu pelo menos 70 pedidos de registro no país.

A agência reguladora autorizou a venda de autotestes no Brasil em 28 de janeiro, mas cada fornecedor precisa solicitar o registro para comercializar o produto.

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Segundo a avaliação, o produto atendeu aos critérios técnicos definidos pela agência reguladora e também teve o desempenho avaliado e aprovado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, conforme estabelecido no PNE (Plano Nacional de Expansão da Testagem) do Ministério da Saúde.

"Para analisar o pedido de registro, a Anvisa avalia uma série de requisitos técnicos, entre os quais estão a usabilidade e o gerenciamento de risco. Estes dois critérios são centrais para um autoteste e servem para adequar o produto ao uso por pessoas leigas, garantindo maior segurança", disse a agência em nota.

Este tipo de produto permitirá a ampliação da testagem de indivíduos sintomáticos, assintomáticos e possíveis contatos. Será possível assim o isolamento precoce e a quebra de cadeia de transmissão.O autoteste é o produto que permite que a pessoa realize todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem a necessidade de auxílio profissional. Para isso, deve seguir atentamente as informações das instruções de uso, que possuem linguagem simples e figuras ilustrativas do seu passo a passo.

Conforme estabelecido em nota técnica do Ministério da Saúde, o autoteste passará a ser uma nova ferramenta de triagem do PNE. Com isso, quem receber resultado positivo deverá procurar uma unidade de atendimento de saúde ou teleatendimento para que um profissional da saúde realize a confirmação do diagnóstico, notificação e orientações pertinentes de vigilância e assistência em saúde. Dessa forma, o usuário do autoteste não é obrigado a informar o resultado ao Ministério da Saúde.

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