A partir de julho, os fabricantes de telefones celulares começam a ter a obrigatoriedade de dar destinação às baterias esgotadas, conforme prevê a resolução 257/99 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A maior parte das empresas, porém, já se adiantou e está recolhendo e armazenando as baterias, que são tóxicas e não devem ser depositadas em lixo comum. Ao consumidor cabe entregar as baterias usadas ao fabricante, conforme a marca de seu celular.
A Gradiente está investindo R$ 1 milhão em uma campanha para recolher suas baterias que não estão mais em uso, através de um convênio com o Correio. Envelopes especiais com porte pago e proteção interna podem ser encontrados nos principais pontos de venda e assistências técnicas da marca. ‘‘O processo é muito simples’’, diz o diretor-geral da Gradiente Telecon. ‘‘O consumidor retira o envelope nos prontos de venda, preenche seus dados, coloca a bateria inutilizada e entrega em qualquer agência dos Correios’’, explica.
Os clientes da Motorola e da Ericson devem encaminhar as baterias esgotadas aos postos de serviço autorizado das empresas. Segundo Aldo Moino, gerente de marketing da Ericson, existem mais de 100 postos de serviço da empresa aptos a receber baterias da marca de qualquer composição.
Moino esclarece que somente as baterias mais antigas da marca, dos celulares analógicos (hoje a maior parte é digital), contém níquel metal cádmio, metal pesado perigoso e que devem ser obrigatoriamente entregues nos postos de coleta.
A Gradiente também deve enviar as baterias para serem recicladas no exterior, embora ainda esteja em negociação para decidir onde. A estimativa da empresa é de recolher com a campanha cerca de um milhão de baterias inativas, que estão potencialmente aguardando um destino.
A coleta das baterias, bem como sua reciclagem é de fundamental importância para a segurança do homem e do ambiente. Sob determinadas condições de calor, elas podem até explodir. Mesmo que isso não ocorra, a liberação de baterias em ambientes abertos pode ocasionar o vazamento das substâncias ativas, altamente tóxicas, comprometendo o solo, a água e, por consequência, a saúde humana. Em épocas de chuva, o risco aumenta. Estima-se que cada pilha ou bateria contamina, em média um metro ao redor da área em que foi descartada. Enxurradas, no entanto, levam esse material a distâncias maiores.
O Brasil possui quinze milhões de aparelhos celulares. Levando-se em consideração os celulares vendidos ano a ano desde 92, mais um percentual, estimado em 20%, de usuários que adquirem baterias extras, chegamos à estimativa de que existem hoje no país 23 milhões de baterias. Qualquer bateria de celular dura, em média, dois anos – cerca de 400 cargas.

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