A Rolls-Royce, fabricante da turbina do Fokker-100 da TAM, admite haver indícios de que ocorreu falha no motor da aeronave que sofreu um acidente no último sábado. Os técnicos da empresa já começaram a analisar as peças do avião. ''A informação que nós temos é exatamente a mesma do Departamento de Aviação Civil (DAC). Não temos nada a contestar nem a acrescentar sobre os dados que foram divulgados'', disse Wolfgang Schulze, responsável pelo departamento de qualidade da Rolls-Royce

Anteontem, uma nota divulgada pelo DAC informava ter sido constatada falha no motor direito, causando despressurização do Fokker-100 e rompimento da fuselagem. A passageira Marlene Aparecida Sebastião dos Santos, 48, morreu; três ficaram feridos.

A aeronave ia de Recife para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 82 passageiros, mas teve de fazer um pouso forçado perto de Belo Horizonte.

O coronel Antonio Junqueira, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), diz ter certeza de que a falha foi nas palhetas da hélice da turbina, que teriam se desprendido em direção contrária à do vento, atingindo a fuselagem.

Técnicos do DAC encontraram pedaços de palhetas dentro do avião. ''Pela minha experiência, acho que as palhetas podem ter sido atingidas por fatores externos, como aves, ou ter havido algum problema de fabricação, que levaria a fadiga interna. Não acredito em problema de manutenção'', disse Junqueira.

O professor de manutenção de aviões da USP de São Carlos Manoel Galhart diz que a hipótese de as palhetas se desprenderem e atingirem a fuselagem indica ''um tremendo azar'', mas não seria impossível acontecer.

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