Fábrica de baterias não será instalada em Rolândia
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terça-feira, 03 de junho de 2014
Rafael Fantin<br>Equipe Bonde 
Rolândia - Após a pressão da comunidade e a recomendação do Ministério Público (MP), a Prefeitura de Rolândia confirmou ontem que o empreendimento para fabricação de pilhas e baterias não será mais instalado na zona rural do município.
De acordo com secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernesto Nogueira, a empresa comunicou a desistência ao prefeito Johnny Lehmann na última sexta-feira. Assim, o grupo responsável pelo empreendimento deve procurar outro município. "É uma pena. A empresa iria investir R$ 20 milhões para gerar entre 500 e 700 empregos. Quem perde é a cidade Rolândia", afirmou Nogueira.
A polêmica sobre a instalação teve início com a licença prévia emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em favor do empreendimento, com base na certidão de não óbice proveniente da Prefeitura. No entanto, o MP recomendou a revogação dos documentos após a realização de uma audiência pública. Segundo a promotoria, a licença não possui validade, pois o zoneamento municipal não prevê a instalação de indústrias com potencial poluidor na área rural.
O objetivo da empresa era instalar a indústria no lote 133-A da PR-170, entre Rolândia e Porecatu, na região do Distrito de São Martinho. A comunidade se manifestou contrária ao projeto, já que a área escolhida pelos empresários fica próxima de nascentes, o que poderia provocar danos ambientais.
Questionado sobre a atração de indústrias "limpas", Nogueira respondeu que a secretaria trabalha para trazer investimento de diferentes setores para o município. "Nós incentivamos a instalação das empresas e não podemos afirmar o que pode ou não. Quem tem que avaliar isso são órgãos oficiais. Rolândia está aberta para receber todas as propostas", ressaltou.


