Brasília, 11 (AE) - O presidente mundial da Alcan Aluminium, Jacques Bougie, e o presidente da Alcan Empreendimentos no Brasil, vão comunicar, no próximo dia 13, ao presidente Fernando Henrique Cardoso, a conclusão das obras de expansão fábrica do grupo em Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo, que exigiu investimentos de US$ 370 milhões, o maior já feito pela Alcan fora do Canadá. Na audiência, marcada para as 17 horas de quarta-feira, os dirigentes vão comentar, também, os efeitos que a criação da APA, a maior fabricante de alumínio do mundo, resultante da fusão da Alcan, Pechiney e Algroup, trará ao País. A Alcan participa com 44% da nova empresa (a Pechiney terá 29% e a Algroup, 27%), que terá Jacques Bougie como principal executivo. Segundo a assessoria da empresa em Brasília, que prestou há pouco estas informações, esta megafusão ainda está sob análise dos órgãos antitruste e uropeus e norte-americanos. A Alcan do Brasil teve, em 1998, uma receita de US$ 369 milhões e produziu 104 mil toneladas de alumínio, empregando 2.500 funcionários. O novo complexo de laminação da empresa, localizado em Pindamonhangaba, tem um total de 120 mil metros quadrados de área construída, abrigando o maior centro de reciclagem da América Latina e a nova linha de laminação. Com a inauguração da expansão, a produção da unidade crescerá para 180 mil toneladas por ano e serão criados 100 novos empregos.

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