Fabiana Cimieri Agência Brasil
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Angela Pinho<BR>Folhapress 
Brasília - O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas medicinais que poderão ser usadas como medicamentos fitoterápicos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A ideia é que a relação sirva de base para uma ampliação do número de fitoterápicos que atualmente são financiados com verba federal. Atualmente, só dois, feitos à base de guaco (para tosse) e espinheira-santa (para úlcera e gastrite), são bancados pela pasta. A previsão é chegar a oito até o final do ano.
De acordo com o governo, a relação inclui plantas nativas que já são tradicionalmente usadas pela população com fins terapêuticos e que poderão ser cultivadas em pelo menos uma macrorregião do país.
Foram selecionadas plantas com potencial para serem utilizadas no combate a inflamações, hipertensão, infecções na garganta, úlceras, aftas, vermes, diarreia, osteoporose, sintomas da menopausa e do diabetes, entre outros problemas de saúde.
Entre elas, estão produtos como babosa, usada no combate à caspa e à calvície, camomila (para dermatites), alho (anti-inflamatório), caju (cicatrizante), abacaxi (para secreções), carqueja (para problemas estomacais), pitanga (para diarreia) e soja (para sintomas da menopausa e da osteoporose).
A lista vem para orientar estudos e pesquisas, afirma José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da pasta. É preciso que a academia nos retorne que essas plantas poderão gerar produtos e ser agregadas no âmbito do sistema de saúde.
Nos últimos dois anos, o número de prefeituras que disponibilizam medicamentos fitoterápicos pelo SUS subiu de 116 para 350, chegando a 6,3% dos municípios em 2008.


