Extradição de Jorgina deve ser rápida
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Ivana Diniz Machado Especial para AE 
Jonas Cunha/AE
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Golpe no INSSJorgina de Freitas Fernandes em foto de junho de 91, antes de depoimento no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio. Ela entregou-se anteontem a policiais brasileiros e costa-riquenhos em San JoséA advogada Jorgina Maria de Freitas, condenada a 25 anos de prisão pelo desvio de R$ 112 milhões da Previdência Social e foragida do País desde 1994, poderá ser extraditada pela Costa Rica, onde havia se refugiado, por meio de um processo rápido que deve durar, no máximo, duas semanas.
Se a Costa Rica optar pela deportação, que independe do Judiciário, Jorgina pode voltar ao Brasil em poucos dias, ou mesmo em 24 horas. A informação foi dada ontem, à Agência Estado, pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Costa Rica, Rodrigo Carreras. Jorgina entregou-se anteontem a uma equipe de policiais brasileiros e costa-riquenhos que a seguiam, de carro, no centro da capital, San José.
Ela demonstrou interesse em voltar para o Brasil e não deve interpor nenhum recurso à extradição, o que alongaria o processo por até dois anos, disse Carreras. Ontem, a imprensa da Costa Rica afirmou que Jorgina entregou-se porque estaria sendo perseguida por mercenários nicaraguenses, remanescentes da guerrilha sandinista, que haviam sido contratados pela própria advogada para fazer sua proteção. Segundo a imprensa, seria mais seguro e menos dispendioso para a foragida brasileira ficar sob proteção da Polícia Federal brasileira.
O diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, afirmou ontem que espera uma extradição rápida, para que Jorgina possa auxiliar a apuração das demais fraudes ao INSS. A advogada deverá ficar detida no prédio da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Policial Sul de Brasília. Mas, por ter nível superior, ela poderá requisitar uma cela especial na Polícia Militar, como fez Paulo César Farias.
No momento, a mais famosa foragida brasileira está presa incomunicável na cadeia feminina Bom Pastor, a cerca de 30 minutos ao sul de San José. Jorgina passou a noite em uma cela com mais três mulheres, todas detidas por crimes comuns. Ela não está tendo nenhum privilégio por ter curso superior, informou o embaixador da Costa Rica no Brasil, Javier Sancho Bonilla.


