Brasília - Está próxima a extradição da cantora mexicana Glória Trevi. Ontem, o ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, acompanhou parecer do Conselho Nacional para os Refugiados (Conare) e negou à artista status de refugiada política. Com isso, o caso foi novamente encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pode autorizar a extradição de Glória ainda em novembro. Ela pode recorrer. A mexicana está presa na 3 Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, em Brasília.
Ela é acusada pela justiça do México de co-autoria em crime de sedução de menores, junto com seu ex-marido e empresário, Sérgio Gustavo Andrade Sanchez, e sua secretária, Maria Raquenel Portilho Jimenez.
Em dezembro de 2000, o STF atendeu a pedido do governo mexicano e concedeu a extradição dos três acusados. No ano seguinte, porém, Glória recorreu ao Conare para que fosse considerada refugiada política. Com isso, conseguiu suspender o processo no STF.
O Conare recusou o status de refugiada, mas a cantora conseguiu uma liminar na Justiça Federal de Brasília que sustou a decisão do órgão. Há 15 dias a liminar foi cassada pelo STF e ontem o ministro da Justiça avaliou que a artista pode ser extraditada.

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