Extintores vencidos podem ser usados em simulações
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sábado, 02 de fevereiro de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Londrina Os extintores vencidos ou próximos do prazo de validado podem ser usados para simulações de combates a princípios de incêndios, afirma o capitão Rodrigo Nakamura. "É uma forma inteligente de praticar o manuseio do equipamento. Fazer o teste com toda a segurança, numa área externa, pode ajudar em situações de emergência", explica.
Antes de uma simulação, é fundamental que o interessado leia as instruções no rótulo do cilindro. E que também leve em consideração a seguinte recomendação: o extintor não apaga um incêndio generalizado, apenas é eficiente no princípio dele.
Para despejar a carga num foco, o importante é segurar o equipamento com o corpo flexionado, deixando-o alguns centímetros do solo.
O bombeiro orienta que antes de fazer isso, quem for testar o equipamento deve romper o lacre. Para isso, basta retirar ou girar o pino de segurança.
Depois disso, o teste prossegue com o acionamento do gatilho. A carga deve ser direcionada em um ponto baixo, como se fosse a base da chama. A empunhadura deve ser feito longe do rosto. "É importante ressaltar que a carga se esvai rapidamente. Ou seja, o extintor deve ser movimentado num movimento de vai e vem para acabar com o foco".
No caso do extintor de gás carbônico, indicado para incêndios em materiais energizados, a simulação deve ser feita com ainda mais cuidado. "Este tipo de extintor tem um difusor para direcionar a carga. Não se deve de forma alguma segurar a mangueira no difusor. O gás sai a uma temperatura de 70 graus negativos e pode provocar uma queimadura na mão", orienta.
Em relação ao ambiente doméstico, o extintor não é recomendado por causa do risco de acidentes com crianças e animais domésticos. Além disso, o uso na cozinha é desaconselhável por causa da possível mistura entre fogo e gordura, que pode espalhar as chamas. No caso de um incêndio no fogão, o melhor é o abafamento com um pedaço de pano estendido e molhado", explicou.
Após a tragédia de Santa Maria (RS), a procura por extintores cresceu muito em Londrina. No Palácio dos Extintores, na Vila Casoni (área central), as vendas cresceram cerca de 30% em janeiro, graças ao vertiginoso aumento das vendas desde segunda-feira, incluindo vendas de equipamentos novos e de recarga. De acordo com o proprietário Geraldo Rossi, boates, igrejas e escolas foram os maiores responsável pela venda recorde nesta semana. O produto mais vendido é o extintor de pó químico seco. "As quatro linhas de telefone não param de tocar. Estendemos o horário de atendimento até às 21 horas e dobramos a equipe de funcionários responsável pelas visitas aos clientes", conta. "Em 12 anos neste negócio, nunca um fato impactou tanto o setor."



