A partir do dia 1º de abril, extintores de incêndio portáteis de todo o Brasil serão obrigados a passar por uma troca nos selos de identificação. A determinação é do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro). O novo selo (de cor azul), agora impresso, distribuído e controlado pelo instituto, está sendo confeccionado em papel de segurança reativo à luz ultravioleta. Esses cuidados estão sendo tomados para dificultar uma possível falsificação.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio e Prestação de Serviços de Equipamentos contra Incêndio no Estado do Paraná (Sindinpar), Jair Louzano Filho, todos os extintores que tiverem a carga vencida, deverão possuir o selo azul após a manutenção.
Os selos novos custam R$ 0,12 a unidade. O selo verde-e-amarelo tinha um custo de R$ 0,04. Mais de 2,5 milhões de selos novos já foram impressos, gerando uma arrecadação de mais de R$ 300 mil para o Inmetro. ‘‘Com este aumento na arrecadação o Inmetro pretende também melhorar a infra-estrutura dos órgãos que trabalham na fiscalização das empresas de manutenção e dos produtos’’, explicou Louzano.
No caso do Paraná, por exemplo, o que Louzano teme é que o repasse do dinheiro arrecadado ao Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão estadual conveniado com o Inmetro, não seja usado exatamente para esta finalidade. ‘‘O Ipem se encontra hoje sem estrutura, sem pessoal e até mesmo sem veículos suficientes. É bem provável que o dinheiro seja repartido para suprir a carência de diversas áreas e não de uma só’’, declarou.
A Folha procurou os diretores do Ipem, mas eles não quiseram se pronunciar.

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