Expulsão de Zé Alex do PFL será julgada dia 23 pela Executiva Nacional
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Gilse Guedes 
Brasília, 11 (AE) - O processo de expulsão do deputado José Aleksandro da Silva (PFL-AC), o Zé Alex, do partido vai ser julgado no dia 23 pela Executiva Nacional da legenda. A tendência é de que o parlamentar, que assumiu a vaga do ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC), cassado em 1999 por quebra de decoro parlamentar, seja expulso por ter usado indevidamente um documento assinado pelos presidentes nacionais do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PMDB e líder da sigla no Senado, Jáder Barbalho (PA), para intermediar verbas federais e pedir o boicote de recursos ao Acre.
Zé Alex é alvo de um pedido de cassação de mandato por ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico da Câmara e está sendo investigado em razão de indícios de envolvimento com uma quadrilha de tráfico de drogas supostamente integrada por Pascoal. Ele também é acusado de ter desviado cerca de R$ 2 milhões da Câmara de Rio Branco, quando ocupava a primeira secretaria da Mesa Diretora.
Em carta encaminhada aos ministérios, Zé Alex cita um documento subscrito por Bornhausen, Barbalho e Pedro Corrêa e, num ofício anexo, pede que as ações das pastas para a liberação de "recursos federais e assinaturas de convênios federais sejam feitas por meio dos deputados (Zila Bezerra, Ildefonso Cordeiro - os dois do PFL; Sérgio Barros, do PSDB; João Tota, do PPB, e o senador Nabor Júnior, do PMDB), que dão sustentação política ao governo".
O pefelista anexou ao pedido o ofício assinado pelos presidentes do PFL, PPB e PMDB que foi enviado ao presidente Fernando Henrique Cardoso para outra finalidade. Zé Alex diz ainda que essa é uma medida necessária para que os parlamentares citados possam "fazer os acompanhamentos e para que sejam prestigiados pelo governo federal".
Zé Alex trata ainda sobre a "falta de postura política" do governador do Acre, Jorge Viana (PT). "Este parlamentar, que vota os projetos de interesse do governo federal, não aceitará que as ações do governo sejam dirigidas para o Estado do Acre por meio de seus adversários políticos", diz o documento. Na terça-feira (08), o PT encaminhou à Corregedoria da Câmara novo pedido de cassação por considerar que a atitude do deputado federal do PFL do Acre é incompatível com o decoro parlamentar.


