Expressar sentimentos e controlar impulsos
As preocupações e responsabilidades do dia-a-dia favorecem o estresse de forma intensa. E driblá-lo é uma missão difícil, quase impossível. Mas segundo a psicóloga Genilda Garcia Calvoso (*), é preciso, sim, tentar deixar o estresse de lado e cuidar melhor de si próprio. ''Vivemos uma era de competitividade, o que propicia o estresse. Só combate o estresse quem percebe. Quem não percebe, não nota o desequilíbrio das relações afetivas, sociais e de trabalho, não consegue expressar sentimentos e descontrola os impulsos.''
De acordo com Genilda, uma forma de combater o estresse é cuidar bem de si. ''Se a pessoa não se cuida não sabe administrá-lo. Na prática, vivenciamos as consequências por não percebermos que precisamos cuidar da gente.''
Já Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o estresse e a maior parte dos transtornos psiquiátricos começam quando a pessoa evita seus próprios sentimentos. ''É importante manter a honestidade e a transparência com as emoções pessoais. O objetivo último da psicoterapia é ser honesto consigo mesmo'', afirma.
Os especialistas em meditação, no entanto, defendem que a mente também deve ser ''massageada'' para driblar a correria e o desgaste do dia-a-dia. Para isso, Jaqueline Weigel dá algumas dicas para viver em equilíbrio:
- Tome água fresca o máximo que puder para tirar as toxinas do seu corpo e fazer com que seu cérebro funcione melhor;
- Alongue-se para tirar as toxinas dos seus músculos;
- Transpire uma vez ao dia para regenerar a pele;
- Vista suas melhores roupas para comemorar o ano que está chegando ao fim;
- Treine sua mente, a controle;
- Lembre-se de que o estresse tem grande responsabilidade sobre as doenças;
- Não saia do seu foco;
- Tente comprar somente à vista;
- Em hipótese alguma reclame;
- Faça orações todos os dias e dedique um tempo a ouvir o silêncio;
- Sorria pela manhã e evite ambientes desfavoráveis;
- Respire quando ficar ansioso, reflita e depois tome uma atitude;
(*) Genilda Garcia Calvoso é mestre em psicologia clínica e em saúde pública da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do serviço de psicologia hospitalar da unidade Morumbi do Hospital São Luiz.





