Exposição vai debater destino de pneus velhos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de abril de 2004
Da Redação 
Tapetes de automóveis, cones de trânsito, pallets e protetores para estacionamento produzidos com o pó da borracha de pneus velhos. Eles também podem servir de combustível alternativo em cimenteiras, no lugar do carvão, e na mistura asfáltica.
No Brasil, 100 milhões de pneus velhos estão espalhados em aterros, terrenos baldios, rios e lagos, segundo estimativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). O tema será tratado em palestras durante a Expobor (Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha) e a Recaufair (Feira Internacional de Tecnologia e Equipamentos para Reformas de Pneus), entre os dias 27 e 30 de abril, no Expo Center Norte, São Paulo.
O País acordou para o problema do resíduo ambiental provocado pelos pneus velhos nos anos 90, quando o governo abriu as fronteiras para a importação de produtos usados. Atraídos por preços atraentes e peças ainda em bom estado de conservação, os importadores colocam no mercado pneus descartados por europeus e americanos.
A partir de 2001, o Conselho Nacional do Meio Ambiente colocou em vigor a resolução nº 258, que exigia que as fábricas e distribuidoras de pneus reciclasse, em 2002, 25% de produção anual, 50% em 2003 e 100% em 2004. No ano de 2005, a reciclagem deverá superar a produção: cinco pneus reciclados para cada quatro fabricados.


